4 de set. de 2026

Crônica de uma birola desgovernada (crônica)



Crônica de uma birola desgovernada


Só de casos escandalosos envolvendo o poder público como este últimoe muitos até mesmo maioreso país teve em média um a cada dois anos desde 1964, no mínimo; e, sistematicamente, cada um desses quando denunciados acabaram exatamente como os seus precedentes: no absoluto *nada*porque a economia desta terra de ninguém, na verdade roubada de seus autóctones (aí desde 1500), é fundada na fraude e no crime.

Todas essas pirâmides financeiras que chegam a ser reveladasassim como as que ainda estão rolando neste exato momentosão de fato um tipo de trambique fuleiro e o esquema é assim simplório porque o brasileiro é tão estúpido que nem precisa elaborar muito. No topo é a gangue das famílias da elite fundiária e financista que sabe a hora exata da quebra (mesmo porque esta é planejada) para sacar tudo antes. Esses testas de ferro da casta do judiciário e dos currais do governo que são *denunciados*, com a cumplicidade dissimulada de toda mídia asquerosa e dos influenciadores calhordas, são somente os bois de piranha para desviar a atenção isentando aqueles abastados e sua corte de arrombados (dentre esses as celebridades, artistas e toda sorte de canalhas hipócritas que o zé povinho tanto adora) que servem de iscas para os trouxas que vão perder tudo apostando na mutreta.

Como se a corrupção institucional e empresarialem todos os ambientes desde o buteco até os bancosfosse apenas circunstancial ou qualquer acidente de caráter (e que alguém dentre os habitantes ignorantes e desonestos até os ossos dessa eterna proto-nação estivesse isento de comprometimento). Aquela indignação pictórica durante a feijuca com caipirosca ou a guerrilha de sofá das mídias sociais já não são capazes de entender ou resolver esse contextojá que de tão coniventes na sua bunda-molice até mesmo agravam essa tragédia épicasenão o espanto diante de uma realidade completamente estarrecedora que, talvez, apenas num milagre utópico gerasse uma revolução política total. Entretanto, para isso seria necessário um povo, não esse bando de encabrestados comendo capimgente de verdade, coisa que (salvo as ainda crianças e absolvidos, para o bem do argumento histórico, os originários e os escravizados) *nunca* existiu aqui neste lugar; e continua...